Balaço da Segurança Pública aponta menos roubos e mais mortes no DF

Matheus Garzon
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Os crimes contra o patrimônio caíram em junho deste ano, conforme o balanço da criminalidade divulgado nessa quarta-feira (11)  pela Secretaria de Segurança. Roubos a pedestre, em veículo, transporte coletivo, comércio, residência e furto em veículo apresentaram recuo médio de 16% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Dentre esses, a maior queda foi o roubo a casas, que caiu de 456 ocorrências para 318.

Com relação aos homicídios, houve aumento em relação a junho do ano passado. Em 2017, 37 pessoas foram mortas no período, enquanto agora foram 40. Dentre os assassinos identificados, 71% já tinham antecedentes criminais. Entre as vítimas, 51% tinham passagem pela polícia.

Morte no trânsito em alta

As mortes no trânsito, por sua vez, estão em alta: 165 pessoas morreram no primeiro semestre de 2018, contrastando com os 115 no mesmo período do ano passado. O diretor-geral do Detran, Silvain Fonseca, lamentou as mortes e ressaltou que, ao longo do ano, houve redução de 100 agentes de fiscalização. “Agora trabalhamos muito com estatística. Estamos fazendo blitz em horários e locais mais propícios e investindo na educação no trânsito”, comentou.

Os estupros caíram. Comparando os semestres de 2017 e de 2018, esses crime baixou de 368 para 292. As mulheres são as principais vítimas: 85% dos casos reportados. “Nossos dados são sujeitos a alteração ao longo do ano em decorrência de a pessoa procurar o serviço com uma periodicidade menor”, afirmou Maria Beatriz Ruy, diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.

Roubo a celulares

Outro número que chama a atenção é o número de celulares roubados e furtados. Só no primeiro semestre deste ano, 25.709 aparelhos foram assaltados. A média chega a 142 celulares roubados por dia.

Milton Ramos, 21, é um dos afetados por esse enorme índice. Ele teve o celular roubado duas vezes esse ano: uma em janeiro e outra no carnaval. “Eu estava saindo de uma festa, já de madrugada, e, chegando no meu carro, eu e meu amigo fomos abordados por uns cinco caras com faca, nos ameaçando.”, lembra. “A segunda vez eu estava andando e um homem me empurrou, pensei que estava querendo briga, mas quando vi meu bolso, já tinham pegado meu celular.”, lamenta.

A principal reclamação de Milton é da falta de ação da polícia. “Em nenhum dos dois casos consegui recuperar o celular. Fiz boletim de ocorrência e não adiantou de nada.”, lamenta. “As ruas de noite ficam muito desertas. Raramente passa algum carro de polícia e é nesse horário que acontecem esses crimes.”, avalia.

Apesar de o número ser alto, o roubo e furto de celular apresentou queda em relação ao ano passado de 16,3%. “Após a implementação do programa de bloqueio de celulares, passamos a observar uma redução nos roubos. Isso também é decorrência do nosso esforço de evitar a circulação de celulares roubados.”, comenta George Couto, diretor do Departamento de Inteligência e Gestão da Informação da Polícia Civil do DF.

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Fonte: odemocrata / jornaldebrasilia / aquiaguasclaras
Author: Matheus Garzon

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