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Justiça revoga prisão do acusado de ajudar assassino de Alexânia (GO)

MICHAEL MELO/METRÓPOLES

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) acatou pedido da defesa e revogou a prisão preventiva de Davi José de Souza, acusado de auxiliar na fuga de Misael Pereira, 19 anos. No dia 6 de novembro, o rapaz assassinou a tiros a estudante Raphaella Noviski, 16 anos, no Colégio Estadual 13 de Maio, em Alexânia (GO), Entorno do DF.

Segundo a acusação, Davi José de Souza esperou dentro de um carro à porta da escola enquanto o assassino confesso cometia o crime. Depois, o ajudou a fugir do local. Os dois foram denunciados à Justiça pelo crime de feminicídio.

A versão, no entanto, é refutada pelos advogados do homem. Ao pedirem a revogação da prisão preventiva de Davi, os advogados argumentaram que ele não ajudou na fuga mas, na verdade, levou Misael ao encontro dos policiais que o procuravam.

Os advogados também apresentaram um vídeo que mostraria Davi dirigindo em direção às forças de segurança, não para longe delas.

As evidências foram suficientes para o juiz substituto Leonardo Lopes dos Santos Bordini. Em decisão do último dia 30 de novembro, o magistrado afirma que “novas provas foram anexadas aos autos pela defesa, corroborando a versão de que  Davi não havia dado fuga a Misael, mas sim o conduzido ao encontro dos policiais militares que efetuaram a prisão”.

Ainda segundo o magistrado, “vislumbra-se das imagens, que captaram os instantes anteriores à abordagem, que Davi, conduzindo o veículo pela Rua 90, parou no cruzamento com a Rua 15 de Novembro, no momento em que dois veículos da Polícia Militar transpassaram a sua frente”.

O alvará de soltura do acusado foi emitido no dia 30 de novembro e já cumprido.

Tragédia
O crime chocou Alexânia, cidade com 26 mil habitantes, a 88km de Brasília. Raphaella Noviski foi assassinada com 11 tiros à queima-roupa, sete deles no rosto. Para cometer o homicídio, Misael pulou o muro da escola, invadiu a sala onde a jovem estudava e disparou contra ela. A entrada dele no local e o pânico dos estudantes foram registrados por câmeras de segurança.

Na sequência, Misael tentou fugir no carro conduzido por Davi José de Souza, que havia levado o rapaz até o colégio. Além do revólver calibre .32, o assassino confesso portava uma faca e uma máscara, utilizada por ele na hora do crime.

Em depoimento, o rapaz disse que matou a estudante por sentir “ódio”, pois a jovem não correspondia às investidas dele. Davi, por sua vez, alega que não sabia da intenção do amigo e é apontado como cúmplice do delito.

Fonte: Metropoles
Author: Pedro Alves

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