Afinal, comer fruta engorda?

Nos últimos cinco anos, tem ocorrido uma demonização do consumo de frutas em função da má interpretação de estudos científicos. O infame dizer “fruta engorda” e alegações sobre os riscos do aumento de ácido úrico, triglicerídeos e doenças cardiovasculares são alguns dos resultados de conclusões apressadas.

Quem nos esclarece essa questão é o nutricionista Felipe Nassau. Segundo ele, há trabalhos mostrando que a frutose, uma das formas de carboidrato presente nas frutas, pode aumentar a produção de ácido úrico, resultando em inflamação e pressão arterial. Como não pode ser estocada, eleva a produção de triglicerídeos, causando ganho de gordura, risco cardiovascular e resistência à insulina.

“Mas é importante ter o cuidado com estudos que analisam reações bioquímicas isoladas antes de transpor para um contexto real de consumo de frutas”, adverte o profissional.

Os estudos que apontam maior risco para obesidade e doenças metabólicas relacionam tais casos com o aumento do consumo de açúcar e xarope de frutose.

O açúcar comum (sacarose) é composto por uma união da glicose com a frutose. O xarope de frutose é a opção mais usada pela indústria alimentícia por ser mais doce e fornecer consistência mais agradável ao paladar.

 

Então, bastaria reduzir drasticamente o consumo de açúcar, xarope de guaraná, balas, pirulito, torta alemã, biscoito, sorvete…e seguir sua vida tranquilamente comendo frutas.

Além de benefícios para o metabolismo, para o equilíbrio intestinal e na utilização de carboidratos pelo organismo, o consumo de frutas também auxilia na fase final da eliminação de toxinas processadas no fígado e encaminhadas ao intestino via sais biliares, um caminho importante, também, para a eliminação de colesterol.

Um estudo brasileiro de 2005 mostrou que o consumo maior de frutas está diretamente relacionado à menor ingestão de açúcares e gorduras. A prática também aumenta a percepção de saúde, reforçando comportamentos saudáveis, como evitar más escolhas, além da menor compulsão por doces.

“Não temos dados que justifiquem ter medo de consumir frutas. Elas sempre foram saudáveis. Basta ler artigos científicos de modo completo e ter muita cautela ao falar sobre o assunto”, avisa Felipe.

Para mais informações sobre o tema, confira esta aula no Youtube.

Fonte: Metrópoles
Autor: Sabrina Mundim

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