No Twitter: três mentiras e duas verdades sobre a ressaca

A ressaca é um mal-estar causado pela ingestão exagerada de álcool. Uma velha conhecida do primeiro dia do ano. Mas o que você realmente sabe sobre ela? Sabe que quatro órgãos do corpo são afetados pela bebedeira? Estômago, fígado, pâncreas e cérebro? Em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, a Lupa esclarece hoje uma série de mitos sobre a ressaca. São frases extraídas das redes sociais.

Confira o resultado:

“Banho de mar cura a ressaca”

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FALSO

A água do mar, se gelada, pode ajudar a ativar a circulação, mas não cura a ressaca. A estratégia é desaconselhada pelo clínico-geral do Hospital Sírio Libanês, Alfredo Salim Helito. Ele recorda que, no dia seguinte à bebedeira, os reflexos ainda não estão adequados e que o risco de afogamento pode ser maior.

“Falam que a água cura ressaca, mas a única coisa que cura minha ressaca é uma Coca-cola”

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VERDADEIRO

Líquidos em geral ajudam na recuperação da ressaca. A hidratação ajuda o fígado e os rins a eliminarem mais rapidamente os resíduos tóxicos do organismo. Líquidos com glicose são ainda melhores. O refrigerante, por ter alto nível de açúcar, também ajuda a repor a energia, já que a bebida diminui muito a glicose do corpo.

Quando legalizarem a maconha na farmácia, tem que vender o cigarro Cura Ressaca. Melhora na hora”

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FALSO

A cannabis tem substâncias que podem auxiliar a diminuir o enjoo. Mas em nada ajuda frente aos outros sintomas da ressaca: dor de cabeça, fotossensibilidade e diarreia. A sede, típica da ressaca, por exemplo, tende a ser agravada, alerta o clínico-geral.

“Analgésico para curar ressaca pode ser perigoso”

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VERDADEIRO

Às vezes a dor de cabeça é tão forte, que o indivíduo toma uma quantidade grande de analgésicos. Doses elevadas desse tipo de remédio podem ser tóxicas e desencadear reações como sangramento no estômago, hepatite grave e até lesão nos rins. Medique-se com cautela.

“Tomar uma colher de azeite antes de beber evita ressaca”

FALSO

Para evitar a ressaca, o único remédio é não abusar do álcool. O mal-estar, explicam os médicos, é efeito da intoxicação alcoólica aguda e pode durar mesmo quando a quantidade de álcool no sangue diminui. Beber água, tomar analgésicos, antiácidos e vigiar a alimentação – antes e/ou depois de beber – pode atenuar esses efeitos, mas não os evita.

*Com reportagem de Clara Becker

Fonte: Metrópoles / AgenciaBrasilia
Author: Agência Lupa

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