Marcos Mion revela por que não levou filho autista em viagem familiar

Em viagem com a família para os Estados Unidos, o apresentador Marcos Mion usou o Instagram para explicar porque o filho Romeu não foi junto.

De acordo com ele, o pequeno, que está no espectro autista, não lida bem com o nada rotineiro cronograma de uma viagem.

1/4Marcos Mion e o filho RomeoBrazil News
2/4Romeo tem 12 anos de idadeAgNews
3/4Por conta do autismo, ele não se sente à vontade com mudanças de rotina
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4/4Por isso, o pai preferiu deixá-lo com os avós enquanto passeia pelos Estados UnidosReprodução do Facebook

“A falta de rotina. Isso tira ele do eixo. O deixa (sic) muito nervoso e desesperado. E uma viagem onde não consigo montar uma estrutura para ele é puro improviso, cheia de decisões tomadas na hora. ‘Vamos comer agora?’. ‘Vamos entrar nesta loja agora?’. Coisas, vamos lá para o fácil entendimento, consideradas ‘normais’, mas que para minha família são muito ANORMAIS! Nos vivemos na rotina!”, explicou.

Além disso, ele deixou claro que Romeo está “feliz da vida” na casa dos avós e que seus outros filhos, Donatella e Stefano, estão super alegres em conhecer o mundo longe da rotina do dia a dia.

Leia o relato completo:

Como muita gente está estranhando a ausência do meu anjo Romeo nesta viagem, como prometi, vou falar um pouco sobre o dia a dia de uma família que concilia filhos dentro e fora do TEA – Transtornos do Espectro Autista.

Durante muito tempo, pensei que o que faria Romeo evoluir era tratá-lo como se não tivesse nenhuma limitação. Arrasta-lo para situações cotidianas que “não tinha porque ele não gostar” e que o fariam ter um maior convívio social e ser mais aceito pela sociedade que, muitas vezes, não acha “normal” um garotinho ter pânico para entrar numa festa. Aliás, isso é uma coisa que quero falar mais em outro post, o conceito e o uso errado da palavra “normal”.

Mas voltando, em algumas situações, funcionou, tivemos sucesso! Como, por exemplo, a festinha infantil que citei. Romeo, hoje, adora uma. Ele AMA se apresentar na escola, coisa que anos atrás gerava um pânico que só quem convive com uma criança com autismo sabe como é.

Porém, algumas coisas não mudam. Por exemplo, a falta de rotina. Isso tira ele do eixo. O deixa muito nervoso e desesperado. E uma viagem onde não consigo montar uma estrutura para ele é puro improviso, cheia de decisões tomadas na hora. “Vamos comer agora?”. “Vamos entrar nesta loja agora?”. Coisas, vamos lá para o fácil entendimento, consideradas “normais”, mas que para minha família são muito ANORMAIS! Nos vivemos na rotina! Nos respeitamos horários e o que está combinado a dias pelo bem estar do Romeo!
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Então, numa viagem rápida, ele encontra tudo que não gosta! E os pais de crianças com autismo TEM QUE SABER que não precisam se culpar! Que eles, assim como todas crianças, tem limites!! Gostam de algumas coisas e não gostam de outras! E cabe aos pais identificarem onde existe evolução e onde é mais saudável aceitar que não vai rolar!
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Não sou apenas pai do Romeo, tenho outras duas mini jacas que querem conhecer e ganhar o mundo! Sem rotina! E tenho que respeitar IGUALMENTE as necessidades deles. Pais que tem crianças dentro e fora do espectro: não esqueçam disso! E Romeo? Ah, tá FELIZ DA VIDA no lugar que mais ama no mundo: com os avós e pelo FaceTime com a gente toda hora! Felicidade SEMPRE! #FamilyFirst

 

Como muita gente está estranhando a ausência do meu anjo Romeo nesta viagem, como prometi, vou falar um pouco sobre o dia a dia de uma família que concilia filhos dentro e fora do TEA – Transtornos do Espectro Autista. . . . Durante muito tempo pensei que o que faria Romeo evoluir era tratá-lo como se não tivesse nenhuma limitação. Arrasta-lo para situações cotidianas que “não tinha pq ele não gostar” e que o fariam ter um maior convívio social e ser mais aceito pela sociedade que, muitas vezes, não acha “normal” um garotinho ter panico para entrar numa festa. Aliás, isso é uma coisa que quero falar mais em outro post, o conceito e o uso errado da palavra “normal”. . . . Mas voltando, em algumas situações, funcionou, tivemos sucesso! Como por exemplo a festinha infantil que citei. Romeo, hoje, adora uma. Ele AMA se apresentar na escola, coisa que anos atrás gerava um panico que só quem convive com uma criança com autismo sabe como é. . . . Porém, algumas coisas não mudam. Por exemplo, a falta de rotina. Isso tira ele do eixo. O deixa muito nervoso e desesperado. E uma viagem onde não consigo montar uma estrutura para ele é puro improviso, cheia de decisões tomadas na hora. “Vamos comer agora?”. “Vamos entrar nesta loja agora?”. Coisas, vamos lá para o fácil entendimento, consideradas “normais”, mas que para minha família são muito ANORMAIS! Nos vivemos na rotina! Nos respeitamos horários e o que está combinado a dias pelo bem estar do Romeo! . Então numa viagem rápida ele encontra tudo que não gosta! E os pais de crianças com autismo TEM QUE SABER que não precisam se culpar! Que eles, assim como todas crianças, tem limites!! Gostam de algumas coisas e nao gostam de outras! E cabe aos pais identificarem onde existe evolução e onde é mais saudável aceitar que não vai rolar! . . . Não sou apenas pai do Romeo, tenho outras duas mini jacas que querem conhecer e ganhar o mundo! Sem rotina! E tenho que respeitar IGUALMENTE as necessidades deles. Pais que tem crianças dentro e fora do espectro: nao esqueçam disso! E Romeo? Ah, tá FELIZ DA VIDA no lugar q mais ama no mundo c os avós e pelo FaceTime c a gente toda hora! Felicidade SEMPRE! #FamilyFirst

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Fontes: Metrópoles
Author: Da Redação

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