Manifestantes pró Lula acreditam em vitória e brincam: “Eu vim de graça”

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

No lado norte da Esplanada dos Ministérios, até por volta das 17h desta quarta-feira (4), o clima foi pacífico. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, até aquele horário, havia mil manifestantes favoráveis à decisão do Habeas Corpus ao ex-presidente Lula, mesma quantidade do lado oposto. O julgamento, que começou às 14h, ainda segue no Supremo Tribunal Federal (STF) – o placar estava 1 a 1 até a última atualização.

Grupos de todos os cantos do País se reúnem na Esplanada. O pedreiro Gleoson Martins (foto abaixo), 31 anos, veio de Goiânia e acompanha o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) desde a manhã desta quarta. “Vamos ficar aqui até o fim do julgamento, não vamos sair. Viemos reivindicar pelo bem de Lula, para ele não ser preso”, afirma.

Breno Esaki

O estudante Cletus Vinicius, 28 anos, é de Ribeirão Preto (SP). O homem chegou da cidade paulista no início da tarde e ficará na capital até o fim do julgamento. Filiado ao Partido das Causas Operárias (PCO), ele alega que os estudantes têm se unido para mostrar a força dos movimentos sociais. “Sempre nos organizamos para comparecer em manifestações”, aponta.

“Viemos fazer volume para mostrar que, ao contrário da hegemonia das informações, há pessoas a favor do Lula. A gente acredita piamente que os movimentos sociais são fortes, então viemos também fazer esse muro, nos organizar politicamente para ver que há pessoas que lutam pela causa”, completa o estudante.

No ato a favor do ex-presidente Lula, também tem brasilienses. A professora Katia Garcia, 53 anos, diz estar a favor da Constituição Brasileira. “Nossa Constituição foi promulgada com muita luta, e estou aqui para defendê-la. Se ela for respeitada, o Lula ficará livre”, acredita.

Ela ainda critica a forma que a justiça atua. “O que a gente mais quer é que a Justiça seja limpa e transparente. Quando ela agir assim, ela não terá lado”, finaliza.

Mais cedo, parlamentares foram até os manifestantes. Nomes como Gleisi Hoffman, Maria do Rosário e Lindimberg (ajeita os nomes e as siglas partidárias) discursaram no trio elétrico. Os parlamentares a toda hora diziam ser apoiadores da democracia.

GRADES SEPARAM OS LADOS

No corredor de 1,20 metros, que separa os dois grupos, é possível ver os manifestantes com placas de provocação. Um dos cartazes do lado a favor da condenação do ex-presidente diz “Eu vim de graça”, outro aponta o pedido de intervenção militar.

Além das placas, os dois grupos também disputam o som alto. Líderes discursam nos trios elétricos gritando palavras de ordem e com o volume no máximo.

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Fonte: odemocrata / jornaldebrasilia / aquiaguasclaras
Author: Administrador JBr

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