Rodoviários ameaçam parar no próximo dia 24 no DF

Centenas de rodoviários fizeram uma assembleia na manhã deste domingo (16/9), no Setor de Diversões Sul, atrás do Conic. E o indicativo é de que eles devem entrar em greve a partir de 0h do próximo dia 24.

Com o estacionamento lotado, a maioria dos rodoviários presentes ao ato levantou os braços apoiando a decisão dos sindicalistas de entrar em greve se as negociações com as empresas de transporte coletivo não avançarem nesta semana. E, a depender das conversas com as cinco empresas do setor, podem fazer paralisações-relâmpago nos terminais de ônibus durante esta semana.

Veja o vídeo:

 

De acordo com Jorge Farias, presidente do Sindicato dos Rodoviários, o próximo passo da categoria é esperar o convite dos empresários para a negociação e, também, organizar atos nos terminais rodoviários. “Queremos os 7% de reajuste. As empresas só ofereceram um reajuste de 2,71%. E a contraproposta das empresas é implantar a terceirização com o pessoal da manutenção, portaria e arrecadadores, profissionais que recebem o dinheiro dos cobradores. Além disso, elas querem criar a jornada intermitente. Isso é acabar com o trabalhador”, explica.

Contrato
Farias afirma que, com a jornada intermitente, a empresa pode contratar o funcionário por hora. E que se o trabalhador com salário de motorista, de R$ 2.450, por exemplo, não completar esse valor ao final do mês, ele terá que tirar do próprio bolso para pagar o INSS. “E o trabalhador intermitente também não precisa ser fichado. Ele pode trabalhar apenas amparado em forma de contrato”, diz.

De acordo com a assessoria de imprensa das empresas de transporte rodoviário São José, Marechal e Pioneira, elas abriram negociação com o Sindicato dos Rodoviários e esperam chegar a um acordo o mais rápido possível “para que a população não seja prejudicada com uma eventual paralisação na prestação dos serviços”. As outras empresas são Piracicabana e Urbi.

Data base
Os rodoviários do DF estão em negociação de reajuste anual. A categoria cobra reajuste salarial de 7%, aumento do tíquete-alimentação em 10% e almeja que a remuneração de hora extra seja 100% superior à da hora normal. A pauta de reivindicações está em negociação e será intermediada pelo Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF).

O órgão faz o meio de campo das discussões entre o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres de Passageiros Urbanos, Interestaduais, Especiais, Escolares, Turismo e Transportes de Cargas do Distrito Federal (Sittrater-DF), as companhias de transporte urbano e a Associação das Empresas Concessionárias do Transporte Público do DF (Transit), que representa parte desses negócios.

 

Fonte: Metropoles
Author: Freddy Charlson

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