Trabalho nos EUA: Imigração aumenta realização de auditorias em empresas americanas

A ICE aumentaram expressivamente o número de auditorias realizadas em empresas americanas com o fim de verificar se seus funcionários estão autorizados a trabalhar nos Estados Unidos. Foram realizadas 2.282 auditorias de empregadores entre 1º e 4 de maio deste ano, informou o Departamento de imigração e alfândega dos EUA nesta segunda-feira. O número representa um salto de 60% em relação ao total de auditorias realizadas entre outubro de 2016 e setembro de 2017.

A força tarefa da ICE foi intensificada após janeiro de 2017, quando a agência realizou visita em cerca de 100 unidades da franquia de postos de gasolina 7-Eleven em 17 estados. Desde então, foram elaborados planos de ação para um esforço de longo prazo para examinar mais de perto as práticas de contratação de empregados adotadas por empresas americanas.

De acordo com uma lei federal de 1986, as empresas devem verificar se seus funcionários estão autorizados a trabalhar nos Estados Unidos revisando seus documentos e verificando para o governo a identidade e a autorização de trabalho de cada um. Se os empregadores forem contratados sem documentos adequados, os empregadores podem estar sujeitos a multas administrativas e, em alguns casos, processos criminais.

“A nova proposta exige a criação de um Centro de Inspeção de Conformidade do Empregador para realizar auditorias de empresas em um único local, em vez desta ser realizada em escritórios regionais em todo o país. A varredura eletrônica dos documentos ajudará a sinalizar atividades suspeitas, e os casos mais notórios serão encaminhados para escritórios regionais para mais investigações. Os avisos de auditoria serão veiculados eletronicamente ou por correio certificado, em vez de pessoalmente”, afirmou o Derek Benner, explicando a agilidade que pretende atribuir ao sistema para realizar as auditorias.

O chefe da Unidade de Investigações disse que a colocação até 250 auditores em um centro com a tecnologia certa e uma equipe de advogados para rapidamente cobrar multas permitiria à sua agência auditar entre 10.000 e 15.000 empresas anualmente. Segundo Benner, a contratação ilegal cria vantagens injustas entre as empresas e encoraja pessoas a vir ilegalmente para os EUA para trabalhar. “Muitos desses imigrantes acabam caindo em fraudes de documentos, ou ficam sujeitos a condições de trabalho desumanas sem pagamento de horas extras ou seguro saúde”, disse ele.

Além destas ações de auditoria, o Governo tem encorajado empresas a aderirem voluntariamente ao sistema E-Verify que permite acesso online pelo Governo às contratações feitas pela empresa.

O OUTRO LADO

Tamar Jacoby, presidente da ImmigrationWorks USA, um grupo que representa empresas de pequeno e médio porte, disse que a “crescente onda de fiscalização” pode prejudicar empresas em mercados de trabalho e indústrias restritas, como a construção civil, e ameaça envolver os empregadores que seguem a lei. mas são enganados com documentos fraudulentos por seus trabalhadores. “É muito difícil encontrar trabalhadores dispostos a aceitar alguns desses empregos”, disse Jacoby.

Em outubro, Thomas Homan, diretor interino da ICE, prometeu aumentar a fiscalização no local de trabalho “quatro ou cinco vezes”, abrindo uma nova frente em uma operação de imigração que inclui 40% de aumento nas prisões de deportação e financiamento inicial para uma fronteira com o México. Em abril, agentes do ICE fizeram 97 prisões em um frigorífico na zona rural do Tennessee com ajuda de um helicóptero. A ação lembrou as demonstrações de força de alto perfil que eram comuns durante o governo do ex-presidente George W. Bush.

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Fonte: odemocrata / jornaldebrasilia / aquiaguasclaras
Author: O Democrata

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