Saúde

DESCASO NO HRSM – Agulha é encontrada no braço de bebê de 16 dias, que nasceu no Hospital de Santa Maria, no DF 

Exame de raio-x mostra objeto. Pais acreditam que agulha foi deixada após exame de sangue.
Uma bebê, com 16 dias de vida, estava com uma agulha dentro do braço. Segundo os pais, o objeto foi deixado após um exame de sangue feito no Hospital Regional de Santa Maria.
Como a criança não conseguia dormir e o braço estava inchado, a família pediu uma radiografia. O raio-x mostrou a agulha.
O laudo médico descreveu o objeto como “imagem linear com densidade metálica”.
Willian Pereira e Juliana Soares, pais da menina, disseram que, em princípio, acreditaram que um inseto tivesse picado a recém-nascida. Mas, como a criança se mostrava muito incomodada, decidiram levar a filha até o mesmo hospital, onde ela nasceu.
Segundo Willian, quando chegaram ao hospital eles foram informados que “nem poderiam estar lá, por causa do coronavírus”. O pai conta que um enfermeiro olhou o braço da bebê e mandou a família para casa.
Como a menina continuava chorando, os pais procuraram o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Mas, a emergência estava restrita para os casos da Covid-19.
A solução foi levar a bebê para um hospital particular do Gama, onde foi descoberto o problema. Por meio de uma radiografia, encontraram a agulha no braço esquerdo da menina que nasceu prematura e teve que passar por vários exames durante a internação no Hospital Regional de Santa Maria.
“Várias vezes, de madrugada, ela foi tirada do berço, pra poder fazer os exames. Acho que no último procedimento foi que aconteceu a fatalidade.”
O que diz o hospital
Com a radiografia em mãos, a família voltou para o Hospital de Santa Maria com os exames em mãos e conseguiu uma vaga para internar a bebê. No entanto, segundo os pais, não havia cirurgião para atender a menina.
O IGES-DF, que administra o Hospital de Santa Maria, informou que o bebê recebeu todos os cuidados e que a criança foi transferida para o HMIB na noite desta quarta-feira (15). “No Hamib ela foi avaliada por um cirurgião pediátrico, para a realização da cirurgia de retirada do corpo estranho”, disse o instituto, por meio de nota.
Para a mãe, Juliana Soares, foi irresponsabilidade e falta de atenção da equipe do hospital. “O coração fica apertado”, afirma.
A família disse que vai registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Fonte: G1DF

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