Um homicídio e mais de 90 assaltos a pedestres compõem a rotina diária do brasiliense

Jéssica Antunes
jessica.antunes@grupojbr.com

Diariamente, entre janeiro e novembro de 2018, o Distrito Federal registrou ao menos um caso de homicídio, 91 ocorrências de roubo a pedestre, quatro roubos de veículos, cinco comércios assaltados e aproximadamente dois estupros. Os números foram apresentados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP) na divulgação do último balanço mensal da gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), que aproveitou o ato para comparar desempenhos.

Neste ano, 416 casos de homicídio foram registrados na capital. Apesar de ser alto e representar uma média de 1,2 ocorrências diárias, o índice é 8,6% menor que o mesmo período de 2017. O resultado mantém uma curva decrescente da tipificação criminal, levando o DF para o topo do ranking de menor incidência de assassinatos.

Dos crimes contra o patrimônio, o mais recorrente continua sendo o roubo a pedestres. Nos 11 meses, foram registradas 30.465 ocorrências nas delegacias físicas ou on-line. A média, que supera os 90 casos diários, assusta, mas também é inferior ao contabilizado no ano passado (34.135). Na ponta do lápis, representa uma redução de 10,8%.   

Comércios foram mais alvos de criminosos no mês de novembro. Este foi o único tipo de delito com aumento na quantidade de registros. Foram sete a mais. Para a SSP, representa estabilidade, já que o comparativo anual apresenta redução de 14,8%, com 1.683 ocorrências em 2018 ante 1.976 em 2017. Na prática, cinco estabelecimentos foram assaltados por dia.

Mais de 600 pessoas foram estupradas na capital neste ano, o que equivale uma média de quase duas vítimas diárias. Somente em novembro, foram registrados 41 casos. Entre as vítimas, mais da metade é de crianças e adolescentes. No mesmo mês do ano passado, as delegacias computaram 59 estupros. Em números gerais, porém, o crime apresenta declínio de 16,2%, já que foram 685 no mesmo período de 2017.

Balanço da gestão
O atual governador participou da solenidade: “Fiz questão”, ressaltou Rollemberg. Comparando ao desempenho do antigo gestor Agnelo Queiroz (PT), ele enalteceu os trabalhos dos órgãos que conseguiram reduzir todos os índices criminais desde o dia em que assumiu a cadeira do Palácio do Buriti. No fim, ele ainda desejou sorte a Ibaneis Rocha (MDB), para que consiga seguir batendo metas.

“Os indicadores falam por si só. De 2015 a 2018 comparado com 2011 a 2014, período de dois governos, tivemos uma redução de 416 mortes no trânsito. São 25% a menos em um  ambiente com 205 mil novos carros e aumento populacional. No que se refere a homicídios, tivemos 803 casos a menos que no mesmo período de quatro anos no governo passado, e o menor índice em 33 anos”, diz.

Foto: Raianne Cordeiro/Jornal de Brasília

Alvo de constante destaque desde o início da gestão, a redução de casos de homicídio na capital foi novamente motivo de longo discurso. Ocupando a terceira posição no ranking nacional de taxa de homicídios por cem mil habitantes, o DF teve redução de 37,3% no número absoluto de ocorrências de 2014 a novembro de 2018 – 664 mortes foram registradas naquele ano, e 416 neste. De modo geral, o índice de homicídios alcançou 14,1%. O último ano com número menor foi 1985.  

Considerando todos os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), o governo contabiliza 785 vidas preservadas, com queda de 37,1% nas ocorrências desde 2014. “São números muito expressivos e desejo que o próximo governo tenha o mesmo sucesso inclusive batendo as metas estipuladas pelo programa Viva Brasília – Nosso Pacto Pela Vida”, finaliza o governador.

Saiba mais
Aumentou o número de mortes no trânsito neste ano. Segundo o Departamento de Trânsito (Detran), o total passou de 238 para 259. São 9% a mais entre janeiro e novembro de 2017 comparado ao mesmo período do ano passado. A autarquia não vê motivo para alarde. De acordo com o órgão, este é o segundo menor índice da história, atrás apenas do número de 2017.

O GDF implementou uma câmara técnica de monitoramento de homicídios e feminicídio em setembro de 2018, que pretende traçar perfis de vítimas e autores. No DF, desde a lei de 2015, foram 73 casos de feminicídio. A câmara identificou 40 casos graves de violência contra a mulher para evitar tragédias, com medidas protetivas.

Outros números
» Desde janeiro de 2015, foram 1,1 mil manifestações foram cadastradas.
» No período, o Detran fez 7,2 mil prisões em flagrante por alcoolemia, além de 73 mil autuações a motoristas embriagados.
» A PMDF apreendeu quase 2 mil armas de fogo, deteve 28 mil suspeitos e tirou das ruas mais de duas toneladas de drogas.
» A PCDF concluiu mais de 92 mil inquéritos de investigações e tem índice de 71% de soluções.
» O DF tem autorização para implementar o uso de 6 mil tornozeleiras eletrônicas, mas 230 estão em uso.

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Author: Jessica Antunes

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